Estudo Bíblico - As 10 pragas do Egito

Nesta famosa passagem bíblica (Ex 6.28-10.29), vemos o poder do Deus Hebreu manifestando-se a uma grande nação, os Egípcios.

Vemos também a fé que teve Moisés em aceitar a missão de vida, de liderar e libertar, seu povo, os Hebreus, do cativeiro de escravidão do Faraó naqueles tempos.

Estas terríveis pragas tiveram por fim levar Faraó (o título dado ao monarca do Egito) a reconhecer e a confessar que o Deus dos Hebreus era supremo, estando o seu poder acima da nação mais poderosa que era então o Egito (Ex 9.16; 1Sm 4.8).

Agindo assim, o Deus dos Hebreus mostrou aos povos a sua força (grandiosidade) e a sua aliança com o povo Hebreu. 

Quando o Deus dos Hebreus instrui Moisés para que ele volte e conduza seu povo, os Hebreus, para a terra prometida, Faraó, não reconheceu a autoridade de Moisés e muito menos do seu Deus. Proibindo que os Hebreus deixem o Egito.

Primeiramente o Deus dos Hebreus manda Moisés e Arão falar com Faraó informar que este deveria deixar o povo Hebreu ir embora do Egito. Faraó, por sua vez, duvidando da autoridade deles face ao poder dos seus Deuses pediu uma prova do poder que Moisés e Arão exerciam naquele tempo.

Desta forma, o Deus dos Hebreus instrui a Arão a lançar sua vara (cajado) ao chão pois esta se transformará numa serpente, impressionando o Faraó. Ao fazer isso Faraó, indignado com o “feitiço dos Hebreus” manda chamar todos os sábios do Egito e ordena que eles façam o mesmo a suas varas, numa tentativa de desqualificar o sinal dado por pelo Deus dos Hebreus. Ao fazerem isso, a vara (cajado), de Arão engoliu todas as outras varas, ou seja, a serpente do Deus dos Hebreus subjugou todas as outras serpentes o que nos revela a força superior do seu poder sobre qualquer feitiço humano sobre, crenças e atos de ocultismo, tão comuns naqueles tempos.

Vejamos abaixo algumas outras formas que o Deus dos Hebreus mostrou-se poderoso aos Deuses do Egito, fazendo com que Faraó, mesmo contra a sua vontade permitisse que os Hebreus fossem prestar culto ao seu Deus no deserto e depois tendo ele persseguido-os pelo deserto até o Mar Vermelho. 

1 - Águas em Sangue: (7.14-11.10) 

Os egípcios tributavam honras divinas ao rio Nilo, e reverenciavam-no como o primeiro dos seus deuses. Diziam que ele era o rival do céu, visto como regava a terra sem o auxílio de nuvens e de chuva. O fato de se tornar em sangue a água do sagrado rio, durante sete dias, era uma calamidade, que foi causa de consternação e terror, além de confrontar diretamente a divindade Egípcia (Ex 7.14...). Provavelmente essas águas entraram em outros locais, porque o Nilo era a principal fonte do sistema hidrográfico do Egito. A bíblia nos revela que a mudança da água foi tão grande que matara os peixes (Ex 7.21), tornando-a imprópria para o consumo humano. Os egípcios viram-se obrigados a cavar poços para terem água para beber (Ex 7.24).

2- A praga das rãs: (8.1-15)

Na praga das rãs foi o próprio rio sagrado um ativo instrumento de castigo, juntamente com outros dos seus deuses. A rã era um animal consagrado ao Sol, sendo considerada um emblema de divina inspiração nas suas intumescências. O repentino desaparecimento da praga foi uma prova tão forte do poder de Deus, como o seu aparecimento. As rãs sugiram no Nilo e em outros volumes de água (Ex 8.5), pelas palavras em hebraico que reportam os fatos, elas informam que as rãs vieram do lodo dos pântanos, local onde as águas brotavam. As pragas da rãs infestavam o Egito, adentrando nos cômodos, nas camas, fornos, tigelas, não só das habitações do povo Egípcio, mas também do Faraó e de seus oficiais.

3- Piolhos: (8.16-19)   

A praga dos piolhos foi particularmente uma coisa horrorosa para o povo egípcio, tão escrupulosamente asseado e limpo. Dum modo especial os sacerdotes rapavam o pelo de todo o corpo de três em três dias, a fim de que nenhum parasita pudessem achar-se neles, enquanto serviam os seus deuses. Estes piolhos atingiram os homens e o gado do Egito. Infestavam- lhes a pele, ouvidos, narizes e os olhos, causando muito irritação, e em alguns casos, levando-os a morte. Esta praga abalou os próprios magos, pois, em conseqüência da pequenez desses insetos, eles não podiam produzi-los pela ligeireza de mãos, sendo obrigados a confessar que estava ali o "dedo de Deus" (Ex 8.19). 

4- Moscas: (8.20-32) 

As três primeiras pragas sofrem-nas os egípcios juntamente com os israelitas, mas por ocasião da proteção de Deus ao seu povo que tinha escolhido (Ex 8.20-23) ele poupou os habitantes das terras de Gósen. Este milagre seria, em parte, contra os sagrados escaravelhos, adorados no Egito, porque não está claro no texto, embora com forte inclinação, de que se tratavam de insetos conhecidos como besouros, moscardo, tavão ou moscão. Sabe-se que no Egito era considerado errado matar alguns tipos besouros, pois acreditavam serem insetos sagrados. Desta forma podemos imaginar esses enxames de insetos entrando nas casas, destruindo mobília, e utensílios diversos, tornando a vida dos egípcios insuportável. A bíblia nos informa que não havia poder humano que pudesse vencer esses insetos. 

5- Peste no gado: (9.1-7)

A quinta praga se declarou no dia seguinte, em conformidade com a determinação divina (Ex 9.1). Outra vez é feita uma distinção entre os egípcios e o povo hebreu. Quase todo o gado dos egípcios foi fortemente atacado por essa praga, escapando à mortandade o gado dos israelitas. Este milagre foi diretamente operado pela mão de Deus, sem a intervenção de Arão, embora Moisés fosse mandado a Faraó com o usual aviso de libertar seu povo.

6- Úlceras e tumores: (9.8-12)

A sexta praga mostra que, da parte de Deus, tinha aumentado a severidade contra Faraó, pela sua teimosia em libertar o povo Hebreu. Pois como informa a bíblia, Faraó era obstinado, de coração enrigecido. E aparecia agora também Moisés como executor das ordens divinas; com efeito, tendo ele arremessado no ar, na presença de Faraó, uma mão cheia de cinzas, caiu uma praga de úlceras sobre o povo e nos animais. O milagre consiste na multiplicação destas cinzas e a transformação dela em pó úmido que levaram o povo egípcio a desenvolverem furúnculos, sarnas e uma vasta gama de doenças na pele. 

7- A paga do Granizo e o Fogo: (9.13-35)

Houve, com certeza, algum intervalo entre esta praga e a praga de nº 6, porque os egípcios tiveram tempo de ir buscar mais gado à terra de Gósen, onde estavam os israelitas. É também evidente que os egípcios tinham por esta ocasião um salutar temor de Deus de Israel, e a tempo precaveram-se contra a terrível praga dos trovões e do granizo (Ex 9.20), mesmo assim essa praga, ao que parece, foi a mais danosa aos egípcios, pois destruía as propriedades suas plantações, levando fome ao povo egípcio. Vale salientar que essa praga, tais fenômenos climáticos eram desconhecidos do povo egípcio, o que deve ter provocado, muito mais pânico na sociedade.

8- Os gafanhotos: (9.28-21) 

Esta praga atacou o reino vegetal. Foi um castigo mais terrível que os outros, porque a alimentação do povo constava quase inteiramente de vegetais. E essa praga veio, principalmente para destruir o resto de alimento que havia no Egito, as provisões que haviam escapado as outras pragas.   Nesta ocasião os conselheiros de Faraó pediram com instância ao rei que se conformasse com o desejo dos mensageiros de Deus, fazendo-lhes ver que o país já tinha sofrido demasiadamente (Ex 10.7). Faraó cedeu até certo ponto, permitindo que somente saíssem do Egito os homens, deixando no Egito sua família e rebanhos; mas mesmo isto foi feito com tão má vontade que mandou sair da sua presença a Moisés e Arão (Ex 10.7-11). Moises, mais uma vez insistiu que todos fossem libertos, inclusive seus rebanhos, mas o Faraó relutava em apenas liberar os homens. Foi então que uma vez mais estendeu Moisés o seu braço à ordem de Deus, cobrindo-se a terra de gafanhotos, destruidores de toda a vegetação que tinha escapado da praga anterior. Outra vez prometeu o monarca que deixaria sair os israelitas, mas sendo a praga removida, não cumpriu a sua palavra. 

9- Três dias de escuridão: (10.21-29)

 A praga das trevas mostraria a falta de poder do deus do sol, ao quais os egípcios prestavam cultos face ao poder do Deus dos Hebreus. Caiu intempestivamente a nova praga sobre os egípcios, havendo uma horrorosa escuridão sobre a terra durante três longos dias (Ex 10.21). Mas, os israelitas tinham luz nas suas habitações. Faraó já consentia que todo o povo deixasse o Egito, devendo, contudo, ficar o gado. Moisés, porém rejeitou tal solução. Sendo dessa forma a cegueira do rei, anunciou à última e a mais terrível praga que seria a destruição dos primogênitos do Egito (Ex 10.24-11.8). Afastou-se Moisés irritado da presença de Faraó cujo coração estava ainda endurecido (Ex 11.9,10). Muitos estudiosos afirmam que tal praga deve-se ao fenômeno existente naquela região chamado de hamsin, que seria uma tempestade de areia extremamente temida no oriente, e esta tempestade teria provocado essa praga. Mas o milagre consiste que esta praga foi posta graça a palavra de Deus, ordenança, e apenas ocorreu ao povo Egípcio, não ocorrendo ao povo Hebreu.

10- A morte dos primogênitos: (11.1-10)

Foi esta a última e decisiva praga. E foi, também, a mais claramente infligida pela direta ação de Deus, não só porque não teve relação alguma com qualquer fenômeno natural, mas também porque ocorreu sem a intervenção de qualquer agência conhecida. Mesmo as famílias, onde não havia crianças, foram afligidas com a morte dos primogênitos dos animais. Os israelitas foram protegidos, ficando livres da ação desta última e decisiva praga. Pela obediência às especiais condições reveladas ao povo hebreu, estes foram privados de sofrerem os efeitos desta praga. Deus informou que as casas marcadas com o sangue de cordeiro em sua porta, não seriam visitadas por essa praga. Cabe informar ainda, a importância, que o filho mais velho, o primogênito tinha naquele tempo, naquela sociedade. Pois muitas vezes ele era a esperança o esteio e o sustento da casa, seria o companheiro do pai, a alegria da mãe a reverência do irmão e da irmã. Mas esta praga atingiria a todos os habitantes do Egito, aos ricos e aos pobres, até mesmo os da linhagem do Faraó. E foi exatamente o que ocorreu, o povo hebreu foi “liberto” após o filho primogênito do Faraó ter falecido.   Sendo assim Faraó deixa que Moises guie seu povo para o deserto com todos os seus rebanhos da adorarem o deus dos Hebreus. Este ponto marca o início propriamente dito do êxodo, uma série de acontecimentos que mostram o que aconteceu com os Hebreus após saírem do Egito.


Bibliografia:

- Bíblia de Estudo NVI
- Bíblia Sheed
- Bíblia do Peregrino
- Comentário Bíblico SBB
- Comentário Bíblico do Antigo Testamento – John Walton; Victor Matthews e Mark Chavalas
- Comentário Bíblico Beacon

 

Marco Dubeux - 28/06/2009

 

 

pragas do egito

domingo 20 setembro 2009 01:57



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